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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Autismo

Pode ser definido como uma alteração cerebral, afetando sua comunicação e socialização. Alguns autistas apresentam inteligência e fala normais enquanto outros apresentam deficiências na linguagem e algum retardo mental.

As crianças autistas podem ser fechadas e distantes, ligadas a rotinas extremas e a rígidos padrões de comportamento. Às vezes, podem desenvolver rituais em outros distúrbios, como balançar-se, agitar as mãos e os braços, entre outros. Há também casos raros de autistas com inteligência extrema, geralmente para cálculos matemáticos ou rápida memorização de muitas informações.

O autismo é entendido como um distúrbio que pode variar do grau leve ao severo, sendo considerado como limitrofia, em casos leves. Alguns podem ser diagnosticados como indivíduos com traços autísticos e, entre outros, também podem ser vistos como portadores da Síndrome de Asperger, que é considerada por muitos como um tipo de autismo com inteligência normal.

O autismo, atualmente, pode ser associado a diversas sindromes, mas isto deve ser visto com cuidado, levando-se em conta a margem de erro de diagnóstico e as características de cada síndrome. Os sintomas podem variar amplamente, por isso, prefere-se definir o autismo como um espectro de transtornos, onde a característica básica é a tríade de comprometimentos que confere uma característica comum a todos eles.

A tríade é reconhecida por falhas ou dificuldades na comunicação, na interação social e na imaginação e, como consequência, vêm as dificuldades comportamentais.

Causas:

Apesar de muitos afirmarem não haver uma causa específica para o autismo, já houve estudos, mesmo questionados, ligando a oxigenação cerebral como forte inluência no autismo.

Características mais divulgadas do autismo:
  • Olhos inexpressivos. Parece não enxergar ou não conseguir fazer contato com o meio exterior;
  • Age como surdo, parece não ouvir nada e pode gritar inesperadamente;
  • Chega aos cinco ou seis anos sem conseguir expressar-se verbalmente;
  • Age de forma alienada ou desatenta, parece não ver nem sentir nada e age sem demonstrar interesse pelo que acontece à sua volta;
  • Pode tornar-se agressivo, inclusive atacando e/ou ferindo a si mesmo ou a outras pessoas;
  • Costuma passar longos períodos parado ou fixando o olhar em determinado ponto;
  • Desenvolve alguns rituais que repete constantemente;
  • Parece insensível a dor;
  • Ao invés de reconhecer e brincar com seus brinquedos, geralmente os lambe, cheira ou morde.
Tratamentos disponíveis:

Apesar de não se conhecer uma cura definitiva, já é possível conseguir bons tratamentos que podem tornar o autista independente e até produtivo. O diagnóstico e o tratamento precoce, a educação especial e, em alguns casos, as medicações podem integrar ou reintegrar o indivíduo autista na sociedade. O apoio dos pais, aliado à educação especial, pode colaborar muito para que o autista consiga expandir suas capacidades de aprendizado, comunicação e relacionamento com a sociedade e, em paralelo, diminuir a frequência das crises de agitação e/ou agressividade, melhorando a qualidade de vida do autista e de sua família.

Extraído do livro: Distúrbios de Aprendizagem
e de Comportamento
Lou de Olivier
Wak Editora










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