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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Entendendo a Síndrome de Asperger

Diagnóstico e tratamento precoces fazem toda a diferença para um melhor desenvolvimento

Crianças com dificuldades de socialização, linguagem rebuscada para a idade e interesse intenso e limitado apenas por um ou poucos assuntos, podem ser portadores da síndrome de Asperger, transtorno de desenvolvimento que afeta principalemente indivíduos do sexo masculino e cujas causas ainda são desconhecidas.
 
Os primeiros sinais do distúrbio costumam ser ignorados pelos pais, que os atribuem a características da personalidade da criança. Com frequência, a desconfiança aparece apenas no início da vida escolar, quando a dificuldade de se relacionar com os colegas e a falta de interesse por tudo o que não esteja ligado ao seu foco de hiperatenção manifestam-se mais intensamente.
 
Usualmente os primeiros relatos sobre o problema são feitos ao pediatra, que poderá encaminhar a criança aos médicos especialistas para uma avaliação mais profunda e detalhada. Não há exames laboratorias ou de imagem destinados à confirmação do diagnóstico e atualmente o principal instrumento para essa finalidade são os testes aplicados por neuropsicólogos, que por meio de tarefas propostas à criança observam e avaliam aspectos cognitivos como memória, atenção e habilidades sociais.

O tratamento é multidisciplinar e baseia-se em desenvolver habilidades e recursos para minimizar as manifestações características, em especial a dificuldade no convívio social.
 
Quem tem a síndrome de Asperger e chega a vida adulta sem diagnóstico ou tratamento adequados pode enfrentar sérios problemas de relacionamento na vida pessoal, escolar e profissional.
 
Quanto mais precoces e precisos forem o diagnóstico e o tratamento, maiores serão as chances de a criança com Asperger desenvolver-se de forma mais saudável, com um comportamento mais saudável, flexível e independente.

RevistaVeja - 20/2/13 - Informe Einstein Saúde

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